Reservatório esférico em cobre batido, fechado em duas calotas por aro de ferro rebitado, com bico de queima roscado em
latão no topo e resto de pavio de fibra ainda no lugar. O reservatório encaixa numa alça de ferro em meia-lua que serve de
berço e de proteção da chama.
História. Archotes desse feitio iluminavam procissões noturnas, velórios e cortejos fúnebres antes da eletrificação, e o
mesmo desenho servia a rondas e a sinaleiros. A combinação de reservatório de cobre com bico roscado indica queima de
querosene, o que situa a peça depois da difusão do combustível no Brasil, na segunda metade do século XIX. O valor de
mercado aqui é governado menos pelo material que pela procedência: um archote avulso é objeto decorativo de antiquário,
mas um par ou um conjunto documentado como pertencente a irmandade ou paróquia específica muda de patamar e passa a
interessar a colecionador de arte sacra.